| São Francisco Xavier se prepara para bons acordes em Setembro | |
|---|---|
|
Pousadas e restaurantes das montanhas recebem o turista com o melhor de sua vocação: a contemplação aliada a música. O 6° Encontro Cordas na Mantiqueira continua 100% autoral e independente. A diversidade é completa, desde instrumentos, estilos e origens de cada participante. Confira a programação, as pousadas e restaurantes que participam desse encontro, e escolha o fim de semana para subir a serra e curtir o aconchego e as artes. Dias 6, 12, 19 e 26 de setembro acontece o 6° Encontro Cordas na Mantiqueira, honrado com nomes expressivos da música instrumental do Brasil e América Latina. Ulisses Rocha, Diogo Carvalho, TrezAzez (Caio Andrade, Estevan Sinkovitz, Luque Barros), Batuque de Cordas (Vinícius Correa e Cláudio Veiga), Fernando Sodré, Hot Club do Brasil (Benoit Decharneus, Sérgio Janicki, Roberto Gomes e Luis Umberto Bertrami), Sebastián Macchi, Renata Neves e Fábio Tagliaferri é o elenco. Vencedores de importantes Prêmios da Música Brasileira, ou ainda inspiradores de tantos talentos espalhados pelo Brasil, transitam com freqüência os palcos internacionais com a responsabilidade que a música brasileira impõe mundo afora.
Desde 2004 o Photozofia Arte & Cozinha realiza em São Francisco Xavier o festival de música convidando instrumentistas e compositores de diversos instrumentos de cordas, de várias partes do país, e nas últimas edições um convidado da América Latina. Eles trazem seus sotaques e estilos para se misturarem com fluidez num encontro de música de qualidade. As noites são embaladas com um repertório na maior parte inédito, desconhecido do grande público, o que é uma conquista do Photozofia e da música independente que têm nesses 9 anos um público interessado em propostas nada convencionais.
Com o mesmo formato das edições anteriores, o festival tem dois shows por noite e uma “jam session” , todos no mesmo palco, deixando o encontro ser “abastecido” pelo calor da platéia.
Todas as informações do Festival de Música: 6° Encontro Cordas na Mantiqueira estão no site: www.cordasnamantiqueira.com.br, com músicas, informações dos shows, ingressos, mapa de platéia, e as indicações de onde se hospedar em São Francisco Xavier durante o Festival.
A abertura do 6° Encontro Cordas na Mantiqueira será no dia 6 de setembro, domingo com o mestre do violão, compositor, arranjador Ulisses Rocha, e Diogo Carvalho. Eles trazem lançamentos de cds que acabaram de sair do forno.
6 de setembro – domingo
Sem qualquer tipo de acompanhamento ou recursos de gravação que possam alterar a natureza do violão, Ulisses Rocha (violão – SP/SP) mostra o caráter solista que marcou o inicio de sua carreira. O repertório autoral tem claras as influências do jazz na elaboração das harmonias, da música brasileira na sonoridade e condução rítmica, e do violão erudito na acuidade técnica exigida.
Ulisses Rocha tem no histórico de sua carreira a formação do grupo D'alma, trio de violões lendário e que participou de diversos festivais internacionais de Jazz como os de Paris, Montreal, Quebec, Ottawa, New York além do Free Jazz Festival, no Brasil. Em 1985, conhece Cezar Camargo Mariano, que o convida a integrar o grupo Prisma, acontecimento que determinou um forte impulso na sua carreira. Como solista, tocou com as orquestras sinfônicas de Campinas, Americana e a Jazz Sinfônica, participou do Festival de Jazz de Paris e do Free Jazz Festival, Phillips Innovation Show, Festival de Inverno de Campos do Jordão por diversas vezes como concertista e como professor, participou do IAJE (International Association for Jazz Education), apresentou-se em Connecticut e Nashville, dois reconhecidos centros violonísticos dos EUA. Em maio de 2006 apresentou-se como concertista e ministrou masterclasses em Albany na GSUNY ( Guitar Society of Upstate New York). Foi indicado duas vezes para o prêmio Sharp nas categorias de melhor música instrumental e melhor solista. Ulisses Rocha é professor da Faculdade de Música da Unicamp
Diogo Carvalho (violão – SP/SP) nasceu em São Paulo, Brasil, em 1984, e é formado em Música pela Universidade de São Paulo (USP). Em Impressionism seu novo show e disco o violonista alcança resultados surpreendentes, executando as transcrições para violão, feitas por ele mesmo, de obras compostas para piano ou orquestra por Claude Debussy, Maurice Ravel e Erik Satie. Nessas leituras originais de repertório tão conhecido, o violão solo recria e ressalta a atmosfera onírica, enigmática e fascinante do impressionismo, a ponto de as peças soarem como se tivessem sido concebidas originalmente para o próprio instrumento. Diogo Carvalho atua também no ensino de música. O primeiro volume de Violão Solo MPB, lançado por ele em 2006, reúne arranjos originais de músicas do cancioneiro popular brasileiro.
Dia 12 de setembro, sábado A 2ª. noite do festival tem dois trabalhos inusitados que irão surpreender os apreciadores de um dos instrumentos mais versáteis da história. O Batuque de Cordas mostra no show muitas possibilidades que um instrumento de seis cordas e sete notas oferece à criatividade do duo que vem de Porto Alegre, em seguida entra no palco o TrezAzez, um trio também de violões que decidiu desconstruir a obra do grupo inglês Iron Maden. Batuque de Cordas (violões – POA/RS) é o duo de música instrumental formado em 2000 por Vinícius Correa e Cláudio Veiga com base nos dois violões da dupla e conta também com a percussão na sonoridade do grupo que explora além de composições próprias alguns temas da música brasileira com arranjos próprios. O repertório instrumental é baseado na tradição brasileira e transita do regional ao erudito. O primeiro CD do grupo, lançado em 2002, apontou o caminho da música instrumental, acústica e autoral, com participação do percussionista Gilmário Gomes, e mostrou uma forte identidade porto-alegrense, Em 2003, o Batuque de Cordas recebeu o Prêmio Açorianos de Música de Porto Alegre (prêmio esse que destaca os melhores da música no estado) nas categorias de Melhor Grupo Instrumental e Melhor CD de Música Instrumental, nesse ano também o grupo participou no evento “Porto Alegre Un Autre Brésil” a convite do Teatro Saint Gervais de Genebra, na Suíça e também do Festival Fête de la Musique, na mesma cidade. Apresentou-se em Bruxelas e Antuérpia na Bélgica, Hamburgo e Berlim na Alemanha e Roterdam na Holanda obtendo assim também reconhecimento internacional.
O trio de violões TrezAzez (violões – SP/SP) desconstrói a obra do Iron Maiden. Formado por Caio Andrade (violão aço), Estevan Sinkovitz (violão nylon) e Luque Barros (violão 7 cordas), o TrezAzez revela a paixão de outros tempos pela banda inglesa Iron Maiden. Recriam os arranjos das músicas e produzem um cenário que beira o erudito. Os músicos acompanham nomes de peso da música popular brasileira como Zeca Baleiro, Chico César, Kleber Albuquerque e Rubi. Para aqueles que, como os integrantes do trio, são fãs do grupo inglês Iron Maiden, o TreAzez é uma experiência de mergulho profundo na obra da banda, é um desvendar de sons outrora conhecidos. Para outros, é puro deleite!
Dia 19 de setembro, sábado Em todos os Cordas a viola caipira tem um destaque importante no festival por várias razões, dentre elas por São Francisco Xavier ser terra de violeiros. Na 3ª. noite do festival ela é honrada com um virtuose violeiro, o mineiro Fernando Sodré e o grupo de Gypsy Jazz Hot Club do Brasil.
No 6° Cordas na Mantiqueira Fernando Sodré (viola caipira – BH/MG) apresenta novos caminhos e experimentos sonoros que surpreendem seus ouvintes. Sodré inovou, em parceria com a Hootz Lutheria, na criação da viola de 14 cordas, um instrumento único, com maior extensão harmônica e um timbre surpreendente. Uma mistura da sonoridade peculiar da viola caipira com a forma engenhosa que o artista toca o instrumento, alcançando uma roupagem fora do habitual resulta na originalidade de seu trabalho. Seu ultimo cd “Rio de Contrastes”, teve o patrocínio da Petrobrás, dirigido pelo violonista e compositor Daniel Santiago, com músicas de autoria de Daniel Santiago e Yamandú Costa, Sodré demonstra ousadia na execução da viola e com seus arranjos valoriza o instrumento. O disco conta ainda com a participação do bandolinista Hamilton de Holanda.
Hot Club do Brasil (violões, violino, contrabaixo acústico – SJC/SP) Com uma sonoridade vibrante e de execução tecnicamente primorosa, o quarteto de jazz HOT CLUB DO BRASIL resgata a tradição de sua contraparte europeia das décadas de 1930 e 1940, o Hot Club de France – quinteto liderado pelo guitarrista belga Jean 'Django' Reinhardt e pelo violinista francês Stéphane Grappelli, instrumentistas geniais que se tornaram reconhecidos mesmo nos Estados Unidos, país que foi o berço do estilo. Ao morrer prematuramente (aos 43 anos), em 1953, o cigano Django Reinhardt cristalizou uma ramificação que é conhecida hoje, principalmente, como jazz cigano (gypsy jazz/swing) ou jazz/swing manouche. Grappelli continuou tocando com grandes nomes do jazz e ensinando novos talentos até sua morte, em 1997, aos 89 anos. Reunindo composições de Django&Grappelli , músicas brasileiras, francesas e standards do jazz americano, com forte influência da música cigana, o HOT CLUB DO BRASIL tem o violonista belga Benoit Decharneux e o violinista paulista Sergio Janicki como a dupla responsável pelas linhas melódicas. A base rítmica fica a cargo do violonista Roberto Gomes, também solista, e do baixista Luis Umberto Bertrami.
Dia 26 de setembro, sábado. A noite de encerramento do 6° Encontro Cordas na Mantiqueira inspira emoção dando continuidade ao encontro entre a música popular brasileira e Argentina. Fábio Tagliaferri que ocupa o seu lugar no cenário da música popular com a viola erudita como compositor e intérprete convidará para a jam session ao final da noite o pianista e compositor argentino Sebastián Macchi e a violinista brasileira Renata Neves.
Trazendo a proposta de mostrar um repertório instrumental em que a sonoridade da viola de arco é a base estética do show em arranjos totalmente originais, Fábio Tagliaferri (viola de arco – SP/SP) escolheu para o programa composições próprias e também, J. S. Bach, Mané Silveira, Stevie Wonder, Hermeto Paschoal, Billy Joel entre outros. São baiões, chorinhos, baladas, valsa, rock e standads interpretados com uma sonoridade peculiar da viola de arco e com muita qualidade por Fábio e Daniel Nakamura.
Sebastián Macchi (piano – Entrerios/ARG) e Renata Neves (violino - RJ/RJ) O duo formado por uma violinista brasileira e um pianista argentino cria desde uma sonoridade de câmera, um percorrido pelos territórios da América do Sul, onde música e culturas conseguem saltar as fronteiras e misturar-se livremente. No repertorio ouve- se composições próprias inspiradas em ritmos como chaya, vidala, festejo, baião ou maracatu e de grandes compositores como Egberto Gismonte, Hermeto Pascoal e Carlos Aguirre. Sebastián, junto coma cantora Silvia Iriondo apresentou os discos “Tierra que Anda” (co produzido por Egberto Gismonti para o selo Carmo/ECM) e “Ojos Negros”, em concertos em várias cidades da Argentina, no Brasil e três turnês pela Europa (2004, 2005, 2006) tocando na Alemanha, Áustria, Suíça, Republica Tcheca, França, Espanha. Seus estudos passaram por mestres de seu país, de Cuba e Brasil. Renata Neves iniciou os estudos academicos de violino e música na Escola de Musica da UFRJ, se formando no curso técnico com o prof. Michel Bessler (spalla da OSB). Com o mesmo professor cursa o bacharelado de violino na UFRJ por 3 anos (1998-2001). |
|
| Data: 21/08 | Fonte: Photozofia Arte & Cozinha |
| Voltar | Envie para um amigo | Imprimir |